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Boituva recebe o Campeonato Brasileiro de Balonismo

Balões de todas as cores e com formatos inusitados estão colorindo o céu de Boituva (SP), que recebe pela segunda vez o Campeonato Brasileiro de Balonismo.

Nesta segunda-feira (13)  foi realizado o último treinamento para a competição que começa na terça-feira (14) e segue até domingo (19). O evento está na 33ª edição. A competição de balões de ar quente é promovida pela Confederação Brasileira de Balonismo (CBB).

Segundo os organizadores, o campeonato é o maior evento competitivo da categoria balonismo, considerado um aerodesporto, filiado ao National Air Sport Control do Brasil e representado pela Confederação Brasileira de Balonismo, que é filiada à Federação Aeronáutica Internacional.

O resultado do evento qualifica os atletas para outros eventos nacionais e internacionais. Um campeonato de balonismo é baseado em quatro pilares fundamentais de organização: a estadia, a alimentação, o combustível do balão (gás propano) e a infraestrutura.

Uma equipe de balão é composta por: um piloto, um navegador, um condutor e navegador terrestre e um montador do equipamento. As funções dos três últimos se misturam para atender a todas as exigências do piloto em solo e no ar.

Em 2019, a cidade de Araçoiaba da Serra (SP) sediou a competição. Na ocasião, Rubens Kalousdian ergueu o troféu de campeão e conquistou o título pela oitava vez.

Balonismo

No local da decolagem, o balão é inflado com ar ambiente por uma grande ventoinha movida a gasolina. Quando o ar já ocupou cerca de 60% do volume do envelope – nome dado à bolsa de tecido do balão -, o maçarico é aceso.

O maçarico aquece o ar do envelope, que se expande e fica menos denso que o ar de fora do balão. A decolagem ocorre quando esse ar supera em cerca de 60ºC a temperatura externa. É como se o balão de ar quente (menos denso) boiasse no ar frio (mais denso), do mesmo modo que um navio flutua na água.

A direção e a velocidade horizontal são determinadas pelas correntes de vento. O balão é lento, como um passeio de roda-gigante. Acima de 18 km/h, apenas pilotos experientes devem voar, e sem passageiros. Não se deve voar a mais de 30 km/h.

O piloto controla a altura e se orienta por mapa, bússola, altímetro, variômetro (mede a velocidade de subida) e termômetro. O balão e os equipamentos básicos pesam 670 quilos. O conjunto tem 30 metros de altura e o envelope tem capacidade de cinco mil metros cúbicos (cinco milhões de litros).

Um balão grande pode levar uma tonelada e transporta em média oito passageiros, um piloto e um navegador.

Abaixo do envelope há um maçarico de duas bocas, botijões de gás propano (cada quilo de gás permite de um a dois minutos de voo) e os instrumentos de orientação. O cesto é de vime, que é leve, durável e absorve bem o impacto do pouso. Cabos de aço sustentam a estrutura.

Equipe de apoio

Parte da equipe segue por terra para recolher os equipamentos e os passageiros no fim da viagem. Os times se comunicam por rádio e quem está no ar informa sua localização, caso o pessoal em terra não possa seguir a rota do balão.

Nunca ao meio-dia

Os voos são feitos no começo da manhã ou no fim da tarde, quando os ventos são mais amenos. É perigoso voar com o sol a pino porque o chão está muito aquecido, assim como o ar imediatamente acima dele. Isso gera correntes ascendentes de ar quente – elas diminuem a diferença entre a densidade do ar interno e externo do balão, que perde flutuação. É parecido com o que ocorre com um avião nas turbulências.

Apoiadores do Blog do Balonismo na cobertura do 33º Campeonato Brasileiro de Balonismo em Boituva.

Altitude controlada

Uma tampa em forma de paraquedas pode ser aberta para soltar o ar quente. O ar frio entra pela boca do balão e aumenta a densidade do ar interno – fazendo o balão descer. Para subir, o piloto liga o maçarico (aquecendo e diminuindo a densidade do ar interno).

Regras

A prática de voo em balões livres tripulados pode ser realizada de forma amadora ou profissional. O balonismo não se confunde com a soltura de balões não tripulados. Para a prática do balonismo, o operador deve possuir Licença de Piloto de Balão Livre (PBL) válida, uma espécie de habilitação. Existe uma exceção que é um tipo de habilitação voltada para uma finalidade puramente desportiva.

Interessados em praticar o balonismo devem procurar centros de instrução de aviação civil autorizados pela ANAC ou associações aerodesportivas credenciadas que ofereçam cursos de piloto de balão. A ANAC atua na regulamentação do balonismo.

A prática do balonismo é autorizada apenas em espaços de voo devidamente designados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), respeitando-se também as regras estabelecidas.

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