O balonismo feminino internacional já começa a ganhar força novamente depois de um período de espera. Duas cidades, em continentes diferentes, estão oficialmente na disputa para sediar o 6º Campeonato Mundial Feminino de Balonismo, evento organizado pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI).
A última edição do campeonato foi realizada em 2023, na Austrália, e não houve Mundial em 2025. Por isso, a edição de 2027 marca não só a sexta edição da história, mas também a retomada de uma das competições mais importantes do balonismo feminino. O fato de duas cidades de peso estarem concorrendo para receber o evento é um sinal claro de que o campeonato ganhou relevância e prestígio no cenário internacional.
De um lado está uma comunidade tradicional de balonismo nos Estados Unidos. Do outro, um dos cenários mais impressionantes do deserto do Oriente Médio. A decisão vai definir muito mais do que um endereço: vai influenciar o perfil e o impacto do Mundial nos próximos anos.
Jackson, Michigan, Estados Unidos
Tradição, comunidade e um dos maiores grids já propostos

A cidade de Jackson apresentou uma candidatura fortemente apoiada em sua história no balonismo competitivo. O centro do evento seria o Ella Sharp Park, uma área já usada em festivais e provas de grande porte.
De acordo com o projeto enviado à Federação Aeronáutica Internacional (FAI), o campeonato ocorreria entre 11 e 17 de julho de 2027, com o primeiro voo competitivo programado para a manhã de 12 de julho, às 5h30.
O plano americano chama atenção pelo tamanho do grid. A proposta prevê:
- 40 vagas para competidoras,
- mais 3 medalhistas automáticas,
- e 1 wild card do organizador,
o que pode levar o total a até 44 balões em voo durante o campeonato.
A direção técnica também já está definida. O nome indicado como diretor do evento é Paul Petrehn, organizador experiente no circuito norte-americano, com uma equipe técnica completa já estruturada.
A candidatura de Jackson se apoia em áreas de voo testadas, logística consolidada e uma comunidade local fortemente envolvida com o balonismo feminino.
AlUla, Arábia Saudita
Um Mundial em cenário histórico e fora do comum
Do outro lado da disputa está AlUla, no noroeste da Arábia Saudita. A proposta coloca o centro do campeonato na região de Hegra, Patrimônio Mundial da UNESCO, cercada por formações rochosas, cânions e grandes áreas desérticas.
O calendário apresentado prevê o evento entre 17 e 24 de abril de 2027, com voos competitivos de 18 a 23 de abril.
O grid proposto inclui:
- 37 vagas para competidoras,
além das medalhistas automáticas e de um possível wild card do organizador.
A proposta saudita também limita cada país a no máximo 10% do total de vagas, garantindo equilíbrio e diversidade no grid internacional.
Na parte técnica, a organização indica como diretor do evento o suíço Claude Weber, com Christoph Fraisl como alternativa, dois nomes bem conhecidos no circuito internacional de provas.
Uma edição que marca retomada
O Mundial Feminino de 2027 não será apenas mais uma edição. Depois do último campeonato em 2023, na Austrália, e da ausência de uma edição em 2025, a competição retorna em um momento em que o balonismo feminino ganha cada vez mais espaço, visibilidade e profissionalização.
O fato de duas cidades tão diferentes estarem disputando a sede mostra que o campeonato voltou ao radar global. Jackson representa tradição, volume de atletas e força de base. AlUla representa investimento, inovação e um cenário inédito.
Agora, cabe à Federação Aeronáutica Internacional (FAI) decidir onde a história da 6ª edição será escrita. Seja sobre os campos verdes de Michigan ou sobre os desertos dourados da Arábia Saudita, o Mundial Feminino de 2027 promete marcar um novo capítulo para o balonismo feminino mundial.



