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Memórias do Balonismo: Sacha Haim – Aventuras de balão pelos ares

Foto: Arquivo pessoal
Matéria publicada no Inema em 10/05/2001.
A baixa estatura do pequeno Sacha, aos 10 anos, foi um dos principais motivos do pai, o piloto Salvator Haim, a carregar o filho no cesto do balão, em seus voos.
“Por ser baixinho, não atrapalhava a visão de 360 graus dele no cesto”, brinca. Assim, Sacha acabou virando navegador, fazendo a leitura dos mapas e operando no rádio. 
Hoje, aos 26 anos, ele está envolvido com o balonismo há quase 17 anos e coleciona vários títulos nacionais e internacionais. Sacha começou a competir desde o primeiro campeonato brasileiro de balonismo, na época participando como navegador do pai. Em 1993, participou do primeiro campeonato brasileiro como piloto. 
Segundo ele, “quase não teve opção”, pois desde o princípio competia com o pai, Salvator. “Eu não era muito competitivo no geral, mas o balonismo me influenciou muito”, afirma. “Hoje acho que tendo a perfeição detalhista… Não sei ate que ponto pude alcançar isso.”
O primeiro voo, em 1985, foi com o Piloto Jonathan Thornthon, em São Paulo. Eles decolaram do sítio da família na cidade de Americana, sobrevoaram a represa e pousaram num canavial. “FANTÁSTICO!! Desde então fui picado pelo “bichinho do balonismo”!!”, conta Sacha.
Ele começou a pilotar oficialmente quando completou 18 anos – para ser piloto é necessário tirar o brevê de balão a ar quente, com um mínimo de 16 horas de voo – mas Sacha já computava 80 horas de vôo quando tirou o seu brevê. Segundo ele, começar cedo ajudou muito a conquistar bons resultados no balonismo. “No meu segundo campeonato brasileiro, consegui chegar no topo do pódium… Devo dizer que foi graças à fase de aprendizagem voando com meu pai durante muitos e muitos anos”, afirma. 
O mais novo campeão brasileiro de balonismo, no entanto, sabe como proceder para garantir seus objetivos. “Sempre que estou voando gosto de definir metas a serem cumpridas, assim acabo conseguindo normalmente desfrutar de um voo “normal” e também treinar para campeonatos”, explica. 
Mas os seus planos por enquanto são outros além dos campeonatos. “Gostaria de manter o balonismo como um Hobby e tentar seguir minha vida de arquiteto como cenografista junto com um grupo de circo – Nau de Ícaros (www.naudeicaros.com.br) No momento, no entanto, tenho feito exatamente o oposto… estou terminando meu mestrado em Barcelona, Espanha. Portanto estudo e ganho algo levando passageiros para voar…”.

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