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Festival de Balonismo em Bento Gonçalves desperta a adrenalina dos participantes

O céu de Bento Gonçalves voltou a ganhar um colorido todo especial, principalmente nesta sexta-feira (24), com o dia mais quente das competições do 3º Festival de Balonismo. Um evento que mesmo durante a pandemia, não deixou de ser realizado e também de quebrar marcas, como reunir 12 equipes para a disputa da prova oficial. Participantes, que além de serem esportistas, carregam consigo o amor pelos balões, a adrenalina de cada voo e também o privilégio de testemunhar pontos de vista da Serra Gaúcha que poucos observam.  

A 3ª edição tem caráter competitivo. São 12 equipes que somam quase 50 pessoas. Todos focados em dar espetáculo e vencer. A disputa tem um balão chamado de raposa, que decola primeiro e, cinco minutos depois, os outros vão em sua busca. Quando pousa, o competidor arremessa um “x” gigante no local, para marcar ponto.  

Competidor de Bento

Eduardo Valduga

Pela primeira vez, a cidade que recebe o festival e milhares de turistas, tem um competidor residente em Bento. O empresário Eduardo Valduga investiu alto para realizar seu sonho e ter seu próprio balão. Para ele, a prática do balonismo carrega muitos sentimentos, indo além do competir. 

— Ter um balão é um sonho, desejo e inspiração. Ser o primeiro bento-gonçalvense a participar de uma competição e estar no festival, torna esse momento ainda mais prazeroso. É muito significativo poder contribuir para o avanço do evento e todo o contexto da cidade se beneficia em termos de turismo. As pessoas vêm para cá para o festival, verem os balões e aproveitam para conhecer os nossos cenários e encantos. Lá do alto, eu quero é curtir cada minuto — descreve.  

Um equipamento de qualidade e que já está sendo fabricado no Brasil, custa entre R$250 e R$300 mil. Segundo Valduga, o investimento válido e também serve como um poderoso promotor de marcas.  

— O envelope que é o mais bonito de tudo em um balão. Isso é uma das maiores promoções de marca e que chama muito a atenção do público. As pessoas acompanham o viajar do balão e ali está uma marca sendo exposta, chamando a atenção — frisa.  

Quem participa pelo menos uma vez, acaba se tornando presença confirmada. Caso de Sérgio Jung, de Venâncio Aires, que esteve nas três edições do evento. Experiente piloto, ele descreve de maneira simples o sentimento de estar no comando de um balão.

Sergio Jung

— A adrenalina é enorme, cada voo é diferente, pois a gente não sabe aonde vamos pousar. Isso torna cada momento especial e de difícil explicação. É especial estar no céu andando de balão. Eu como piloto, confio tanto no balão quanto no meu carro — explica.

Não há mais ingresso para passear de balão

Além da competição, os balões também são utilizados pelos visitantes. Para isso, foi preciso reservar e adquirir o passeio antes mesmo de o evento iniciar. Vale ressaltar que os visitantes que não conseguem ter essa diferente experiência, estão liberados para acompanhar na Fundaparque as decolagens e também os shows noturnos, com luzes e efeitos especiais nos balões.  

O clima de encantamento não se restringe apenas a quem está andando ou acompanha na Fundaparque. Nas sacadas, escolas, universidades, nas ruas e em todos os lugares, as pessoas acompanham o sobrevoo dos balões. Todos aproveitam para tirar fotos do céu recheado de cores.  Durante os voos, por causa das correntes de ar, os balões acabam se deslocando para as comunidades do interior de Bento.

Evento é aberto ao público 

Apesar de ser um evento aberto, há protocolos a serem seguidos pelos visitantes. O secretário de turismo de Bento Gonçalves, Rodrigo Ferri Parisotto, ressalta a preocupação com a segurança sanitária.  

— É sempre um privilégio realizar esse evento. Sabemos que há uma tendência de as pessoas buscarem lugares abertos para se divertirem. E aqui temos isso, o parque está liberado para quatro mil visitantes, há círculos delimitando o espaço para respeitar o distanciamento. E quem vier terá toda uma estrutura diversificada a sua disposição — explica.   

A entrada é gratuita, com apresentação do comprovante de vacinação (primeira dose), ou teste antígeno negativo realizado até 48h antes de ingressar no parque. 

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