Na Rússia: Balonismo abre novos ares para o desenvolvimento da aeronáutica

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Foto: Nikolai Riabtsev
Há 5 anos, o jovem Aleksandr era apenas um entusiasta em aviação. Hoje tem formação em engenharia elétrica, trabalha há 3 anos na área como freelancer e até participa de competições. “A primeira vez que prestei mesmo atenção em um balão eu era calouro de uma universidade que acabara de chegar à região metropolitana de Moscou. Naquela época eu não sabia nada a respeito de balonismo, onde se podia aprender a pilotar, mas aquela visão se tornou inesquecível”, relembra, que leva turista para sobrevoar pelos parques da capital.
O forte crescimento do setor teve início em meados dos anos 2000, quando as pessoas começaram a comprar ferramentas para adquirir um balão para uso pessoal. Obcecados pela sensação de voar, as pessoas começaram a investir em balões até mesmo para viajar. “É uma das formas mais acessíveis e seguras de viajar pelos céus e é muito atraente esteticamente”, diz o instrutor de voo em balões e membro da Federação Russa de Aeronáutica, Ivan Meniailo.
“Até hoje eu sempre fotografo quando os vejo. O voo em um balão é algo sem agitação, sem turbulência, suave e muito belo. Não precisamos de um serviço complexo e nem de aeroporto”, acrescenta o especialista. Para comandar um balão é necessário um curso de 2 ou 3 semanas, e os custos podem variar de 100 a 150 mil rublos (3 a 5 mil dólares). O balão em si sai na faixa de 50 mil dólares.
Este ano marca duas décadas e meia de balonismo na Rússia. O primeiro balão levantou voo em 1989, no aeródromo de Tushino, e desde então já se formaram mais de 650 pilotos – e cerca de 600 balões, nacionais e estrangeiros já levantaram voo no país. “Pena que ainda hoje não é possível para um piloto de balão viver somente disso. Na verdade, quem pratica o balonismo é aquele que tem tempo e dinheiro suficiente para esse hobby”, conta o instrutor.
Mesmo assim, Meniailo acredita que há uma grande perspectiva de desenvolvimento do balonismo no país. “É possível desenvolvê-lo como esporte, turismo e negócios. Aqui ainda podemos voar por muito mais lugares do que no exterior”, diz.
Nesse ramo da indústria aeronáutica russa, há outros dois fatores que dificultam o progresso – falhas na regulamentação e rede rodoviária pouco desenvolvida. O primeiro causa a impossibilidade imediata de voo, tendo em vista que leva-se muito tempo para conseguir uma permissão. Já o segundo gera uma inconveniência. “O kit completo do balão pesa em torno de 300 kg e deve ser levado de carro até o ponto de partida. Depois que o balão alça voo, o automóvel de apoio deve ser levado o mais rápido possível ao suposto ponto de pouso. Muitas vezes esse encontro não é possível por causa das estradas”, relata o especialista.

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