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Brasileiro transforma casamento em parceria de sucesso no balonismo

Quando foi pedida em casamento a bordo de um balão, Heiko Coutinho já sabia que o balonismo faria parte de sua vida ao lado de Lupércio Lima, então seu namorado, não apenas como lembrança daquele momento inesquecível, há 25 anos. Quando o goiano se apaixonou pelo esporte, ele já namorava Heiko, que ajudou transformar uma aventura em uma história de sucesso. Lupércio virou uma das referências do esporte no país e, em julho, se tornou o primeiro brasileiro a subir no pódio em um Mundial de Balonismo, ao conquistar o terceiro lugar. Resultado que ele também credita a esposa, considerada seu braço direito (assista ao vídeo).
– A presença dela é meu porto seguro e minha base. Ela é durona, minha chefe de equipe, e quase a estrutura que preciso para voar bem. Tem toda emoção, mas ela consegue me dar a base para eu conseguir conviver com tudo isso – considerou.
Toda vez que ele embarca no balão para alguma competição, ela fica com o restante da equipe em solo, com a missão de definir estratégias e dar todo o suporte necessário. Foi assim no Mundial, disputado em Rio Claro (SP).
– A gente tem muita coisa para fazer embaixo, muita correria, mas tudo por causa dele, ele que solicita as necessidades dele, mas acho que lá em cima ele fica pior, por mais que a gente esteja corrido aqui em baixo – comparou.
Certo é que a sintonia de casal só ajudou para que ele chegasse tão longe, o que nem imaginava quando se apaixonou pelo esporte, ao acaso, quando era estudante de Engenharia e viu a foto de um balão em uma revista.

– Foi destino, paixão a primeira vista. Assim que eu vi uma foto eu fiquei tão fascinado que achei que tinha que fazer balonismo, tinha que ser piloto, tinha que me envolver com isso – contou.
O início desta relação está tão fresquinho na memória como o pedido de casamento, apesar dos anos. Lupércio garante que, na época, a ideia foi bastante original.
– Acho que fui o primeiro a lançar a moda. Hoje em dia muita gente faz. Achei que era uma maneira irrecusável dela aceitar o convite – contou, para em seguida ver a esposa complementar a história, também em tom de brincadeira.
– Ou aceitava ou ele me jogava do balão.
Casados há 28 anos, eles aproveitam a sintonia para subir cada vez mais alto. O pódio no Mundial foi o ápice de Lupércio, o melhor brasileiro no ranking internacional do esporte, ainda pouco reconhecido no Brasil – o título ficou com o japonês Yudai Fujita (17.443 pontos), seguido pelo alemão Uwe Schneider (16.216). O brasileiro fez 16.064 pontos.
– Sou muito competidor, está no meu sangue de atleta. Então, nunca vou para perder ou para fazer mais ou menos, vou para fazer meu melhor. E se meu melhor for para ganhar, vou ficar feliz com isso – afirmou.

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