Pilotos japoneses podem ser impedidos de voar no mundial

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Divulgação
Seis pilotos japoneses podem ser impedidos de competir no campeonato mundial de balonismo, que começa neste final de semana em Battle Creek.
A FAA (Federal Aviation Administration, órgão fiscalizador dos EUA) anunciou segunda-feira que os pilotos, alguns com 1500 horas de voo, devem ser certificados como pilotos-aluno dos Estados Unidos e não serão permitidos voarem em seus próprios balões, que já estão em Battle Creek.
“Isso vai afetar eventos no futuro”, disse David Levin, diretor de provas do 20º campeonato mundial de balonismo. “Eles (FAA) estão sendo irracionais”, completa.
Levin foi vencedor do campeonato mundial de 1985, também ocorrido em Battle Creek, com a presença de pilotos japoneses.
Os organizadores do evento disseram que esperavam que os pilotos seriam novamente autorizados a voar em 2012, pois a cidade é sede pela quarta vez do campeonato mundial.
Levin e seu vice-diretor Sullivan tinham a informação de funcionários da FAA que os pilotos japoneses seriam liberados para voar.
Mas na semana passada, funcionários em Washington disseram que a questão ainda estava sendo estudada e, na tarde de segunda-feira, a FAA anunciou que os pilotos devem voar em balões registrados nos Estados Unidos ou transferir a documentação dos balões para alguém dos EUA, para que elas possam ser registradas como aeronaves norte-americanas.
A FAA também disse que os japoneses devem qualificar-se como “piloto-aluno”, que inclui realizar um teste e voar com um examinador antes de iniciarem os voos competitivos.
Em um comunicado divulgado na última segunda-feira, a FAA está disposta a ajudar os pilotos japoneses para que seus balões atendam aos padrões norte-americanos para que eles possam disputar o campeonato mundial.
Porta-voz da FAA em Chicago, Elizabeth Cory, disse que não sabia sobre quaisquer garantias anteriores para isenção dos pilotos.
O problema, segundo oficiais do evento, é que o governo japonês não reconhece balões de ar quente como aeronaves e permite que uma organização privada, a federação de balonismo do Japão, supervisione e regule os balões e pilotos.
Alguns outros países também permitem federações privadas para gerenciar o esporte, mas estão autorizados pelo governo, disse o diretor Levin.
Segundo a FAA, o governo japonês não fornece autoridade formal para os pilotos japoneses, por isso que suas licenças não são válidas fora do Japão.
Autoridades do evento dizem que compreendem a decisão do órgão, mas que essa atitude deveria ser tomada semanas atrás, e não agora.
“As isenções foram concedidas em mundiais anteriores, e este é um evento que mostra a nossa nação. Não estamos culpando a FAA pela execução do regulamento, mas elas não foram aplicadas em anos anteriores. Então por que agora? É um enorme constrangimento”, relata Greg Moore, responsável pela hospedagem das equipes no mundial.
Moore disse que a questão não é de segurança, porque os japoneses são alguns dos pilotos mais experientes e voam com equipementos modernos.
A qualquer momento essa situação pode ser resolvida, torcemos para que isso aconteça.
Bons Ventos!!!

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