Japoneses estão próximos de conseguir a liberação para disputar o mundial

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Pat Rolfe e Kazuyasu Isakari.
Foto: Trace  Christenson.
Quando surgiu o sol por cima das árvores, quatro pilotos japoneses estavam mais próximos de poderem participar do campeonato mundial de balonismo.
Os pilotos, todos com centenas de horas no currículo, subiram nos balões americanos para um voo de uma hora de duração que lhes permitirão poder participar da competição como pilotos em formação.
Seis pilotos japoneses estão entre os 103 concorrentes de 30 países que irão disputar o 20º campeonato mundial de balonismo em Battle Creek, que terá voo treino na sexta e no sábado, começando a competição pra valer no domingo.
Na segunda-feira, após meses de discussão com os organizadores do evento, a FAA (órgão federal americano, espécie de ANAC no Brasil) determinou que os pilotos japoneses deveriam registrar seus balões como aeronaves americanas e obterem uma licença de piloto-aluno.
A FAA fez essas exigências porque o governo japonês não emite licença para balão de ar quente e que não irá reconhecer as emitidas pela federação japonesa. No entanto, nos últimos anos, a FAA emitiu uma isenção para os japoneses, mas apesar de meses de negociações e algumas garantias que o problema seria resolvido, a resposta final veio apenas faltando poucos dias para o início do evento.
Um piloto chegou ao Estados Unidos em junho, atendeu algumas exigências da entidade americana e foi trabalhar com funcionários da Cameron Balloons em Ann Arbor. Mas quatro pilotos chegaram a Battle Creek na última terça-feira e imediatamente começaram a trabalhar sobre as pilhas de formulários com as autoridades locais e com o piloto examinador Jason Blair.
Foto: Trace  Christenson.
Então, na manhã de ontem, os pilotos se reuniram com quatro balonistas norte-americanos para realizar o voo exigido pelo órgão federal para que a licença de aluno seja expedida, permitindo-lhes o direito de voar nos EUA.
De acordo com o regulamento da FAA, “eles tem de ser aprovados por um piloto comercial”, disse Steve Herbstreith, membro da comissão organizadora que vem trabalhando para obter a aprovação da FAA para os japoneses.
Pat Rolfe, piloto americano, disse que Kazuyasu Isakari, campeão japonês e com mais de 450 horas de voo, não teve problemas em voar em um balão que nunca tinha pilotado.
“Fiquei impressionado. Ele pegou um balão totalmente diferente do seu e trabalhou muito bem”, disse Rolfe.
Yoshimi Kodama, que tem 1500 horas de voo, teve sua avaliação considerada muito boa.
Outro piloto japonês, Yudai Fujita, tem voado nos EUA desde junho. Ele chamou o processo com a FAA de frustrante, mas preferiu não fazer mais comentários.
“Estou muito feliz em poder voar”, disse Fujita.
Dave Jaques e Takao Mizukami.
Foto: Trace  Christenson.
Dave Jaques, piloto local, repetiu o que muitos americanos (pilotos e organização) disseram. “O que a FAA está fazendo com eles é errado e coloca uma mancha em Battle Creek, Michigan e Estados Unidos. Eles (japoneses) são muito competentes no que fazem, sem dúvida nenhuma”.
Os pilotos conseguiram suas licenças provisórias, e agora o trabalho é para ter seus balões registrados nos EUA para poderem competir.
Vice-diretor do evento, Maury Sullivan, disse na quarta-feira que os documentos estão sendo preparados e serão enviados para a FAA em Oklahoma e devem ser preenchidos e devolvidos até a sexta-feira.
“Eles estão fazendo tudo o que podem, mas há sempre muita burocracia”, falou Sullivan sobre a FAA.
Sullivan também informou que o piloto americano Nick Donner, dono da empresa Balloon Pong, concordou em registrar os balões japoneses como seus, para serem considerados americanos, permitindo assim que a equipe japonesa possa competir com seus equipamentos.
A situação está se resolvendo e provavelmente teremos uma solução positiva para os japoneses.
Bons Ventos!!

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